GeoLeiria

Este Blog pretende ser o ponto de encontro e debate dos Geólogos em/de Leiria e de todos aqueles que gostam desta ciência ou de Biologia, Geografia, Ambiente e Astronomia, entre outras. Criado no âmbito do Projecto Ciência Viva VI "À descoberta da Geologia em Leiria", com membros nas Escolas Correia Mateus e Rodrigues Lobo, Núcleo de Espeleologia de Leiria e Centro de Formação de Leiria, neste local serão colocadas novidades locais, nacionais e internacionais, actividades de Escolas e outros.

quarta-feira, abril 25, 2007

A importância mundial da Mina da Guimarota

Depois das muitas fotografias aqui publicadas, importa explicar o porquê deste nosso esforço. Consultando muito rapidamente a Internet, é fácil encontrar, nas mais diversas línguas, referências à Mina da Guimarota, sendo esta referida sempre como sendo um dos mais importante lagerstätten mundiais (um lagerstätten é, segundo o geoROTEIROS, um "tipo de jazida na qual os fósseis se encontram excepcionalmente preservados ou excepcionalmente concentrados.").

Diz ainda o site
geoROTEIROS: "O termo provem de um termo mineiro alemão referente a concentrações minerais excepcionais, tendo sido adoptado pela Paleontologia. Alguns exemplos de Lagerstätten mais conhecidos são os calcários litográficos de Solnhofen, famosos pelos seus fósseis de Archaeopteryx, e os poços de alcatrão do Rancho La Brea, Califórnia, de onde foram extraídos inúmeros vestígios de faunas Plistocénicas da América do Norte."

Quanto à Mina da Guimarota, com rochas de cerca de 153 milhões de anos (Jurássico inferior - Kimmeridgiano) diz o site atrás referido o seguinte: "A Mina da Guimarota, situada a sul de Leiria, é uma das melhores jazidas de mamíferos Jurássicos a nível mundial. Fechada desde 1982, desta mina de lignito foram extraídos por paleontólogos alemães da Freie Universität Berlin milhares de fósseis testemunho de uma riqueza faunística da região durante o Jurássico Superior. A fauna compreendia, entre outros, tubarões, crocodilos, tartarugas, dinossáurios, mamíferos e aves primitivas. "

O Professor Doutor Galopim de Carvalho, a quem devemos muito na preservação de achados paleontológicos em Portugal, dizia ASSIM na sua página da Internet:

"Mina da Guimarota - Leiria

Um caso único como documento da vida no Jurássico nesta região da Europa

Em 1959, o Prof. W. G. Kuhne, da Freie Universität de Berlim, especialista em mamíferos primitivos, interessou-se por uma pequena mina de carvão (lignito) abandonada, na Guimarota, nas proximidades de Leiria.

Na sequência dos estudos que aí empreendeu, a partir de 1960, publicados nas Memórias dos então Serviços Geológicos de Portugal (Nova Série, nº 14, 1968) e dos muitos outros levados a cabo pelos seus discípulos e continuadores, esta velha mina revelou-se uma jazida de excepcional riqueza paleontológica, não só pela variedade e número de fósseis aí encontrados (e estudados), como pelo esplêndido estado de conservação dos mesmos. Celebrizada pela fauna de mamíferos do Jurássico superior (com 151 a 154 milhões de anos), esta jazida de carvão relevou-se igualmente rica de outras espécies de animais e plantas que cedo despertaram o interesse de muitos paleontólogos de variadíssimas especialidades, sendo muito vasta a bibliografia publicada por autores alemães e outros estrangeiros, em contraste com os nacionais, que nunca tiveram condições para competir com eles.

A grande maioria deste espólio saiu do país, sendo mínima a parte que permanece entre nós. Resta-nos a mina, que continua a ser uma jazida onde muitos estudos podem e devem prosseguir.

Apreciamos e enaltecemos o trabalho dos nossos colegas estrangeiros, além de que apoiamos a continuação dos seus estudos. Sem eles, o desconhecimento sobre esta página da nossa história geológica seria total.

A par de jazidas mundialmente reconhecidas, como a de Solenhöfen, na Alemanha ou a do Cabo Mondego, em Portugal, a Mina da Guimarota deverá ser considerada um Geomonumento e, como tal, convenientemente protegida pela lei.

O Museu Nacional de História Natural tem vindo a desenvolver esforços no sentido da musealização de sítios com interesse geológico, nos quais inclui esta mina.

O interesse da comunidade científica internacional levou a recente edição, em 2002, de um livro de divulgação cuja referência se inclui em anexo. Também em anexo se insere a parte mais significativa da bibliografia sobre esta jazida e uma lista das espécies até hoje descritas.

Lisboa, 6 de Janeiro 2003

A. M. Galopim de Carvalho "

O livro que o Professor Doutor Galopim de Carvalho
referia no texto anterior era este:

MARTIN, Thomas & Bernard KREBS (editors):

Guimarota – A Jurassic Ecosystem

2000. [in English] – 156 pp., 177 mostly coloured figures, 2 tables
24.5 x 21.3 cm. Hard cover

ISBN 978-3-931516-80-2


Nas Comunicações do Instituto Geológico e Mineiro (Tomo 88, Lisboa, 2001) aparece o seguinte texto, em relação ao livro anterior:

"GUIMAROTA – a Jurassic Ecosystem
THOMAS MARTIN & BERNARD KREBS (EDITORS)

Em 1960 uma equipa de investigadores do Instituto de Paleontologia da Universidade Livre de Berlim, chefiada pelo Prof. W. G. Kuhne, iniciava os trabalhos de pesquisa de fósseis na antiga mina da Guimarota, nos arredores de Leiria, que explorava a lenhite dos níveis do Jurássico superior (Kimeridgiano). O interesse suscitado pelo material fóssil recolhido nesses primeiros anos, enquanto a mina ainda funcionava, levou a que, após o seu fecho, se retomasse a "exploração" do seu carvão, agora para fins unicamente científicos.

Assim, durante 9 anos (1973-82) aquela antiga mina foi reaberta e explorada com objectivos paleontológicos tendo-se recolhido milhares de exemplares de crânios, mandíbulas, ossos e dentes de vertebrados terrestres e aquáticos e inúmeros restos de plantas e de invertebrados, tornando o local a mais importante jazida a nível mundial de mamíferos e outros pequenos vertebrados do Jurássico superior.

Com base neste precioso espólio paleontológico, foram sendo publicados numerosos trabalhos científicos, alguns incluídos nas Comunicações e nas Memórias dos Serviços Geológicos de Portugal.

Decorridos mais de 30 anos sobre o início dos trabalhos, pretendeu-se reunir numa única publicaçáo o conjunto dos principais resultados obtidos.

O livro agora editado relata a história desta exploração científica e os principais resultados obtidos pelo estudo dos fósseis encontrados, incluindo a reconstituição paleoambiental da jazida, com capítulos consagrados á flora, ostracodos, carófitas, moluscos, peixes, réptɥis, dinossauros, mamíferos e, ainda, aos métodos de preparação utilizados.

Esta obra tem uma excelente apresentação em papel "couché" sendo profusamente ilustrada com fotografias a cores das espécies estudadas e com estampas da reconstituição dos principais vertebrados e dos paleoambientes onde viveram."

Para terminar, convém ainda referir dois aspectos: hoje em dia há uma enorme área construída em cima da mina e do vazio que ela representa - e a escoragem, mais tarde ou mais cedo, terá de ceder... O problema da subsidência foi, de forma preliminar, estudado pelo Professores Doutores Fernando Pedro Figueiredo e Lídia Catarino (Departamento de Ciências da Terra - Universidade de Coimbra) em 2005, no texto Caracterização de uma Antiga Zona Mineira por Métodos de Prospecção Geofísica – O Caso da Mina da Guimarota, Leiria. Depois há ainda aspectos de natureza ambiental pouco tratados - a existência de morcegos a habitarem a mina, eventuais problemas de contaminação de lençóis freáticos, a libertação de gases da mina, a situação dos respiradouros antigos, etc.

Em Setembro de 2007 vamos tentar voltar à mina, desta vez com mais gente (incluindo Doutores da Universidade de Coimbra, especialistas em morcegos, bombeiros e outros) para saber um pouco mais sobre este importante património português e mundial, tão ignorado e tão mal preservado...


ADENDA - Para além das anteriormente referidas, sugere-se ainda a consulta das seguintes páginas da Internet, em português e inglês:

sexta-feira, setembro 14, 2007

Mina da Guimarota - notícia Região de Leiria - II

Guimarota é uma verdadeira mina de achados de importância mundial

(Texto de João Carreira e Fotos de Joaquim Dâmaso)

Não se pode dizer que é novidade porque já aconteceu há coisa de 150 milhões de anos. Mas poucos sabem, de facto, que este pedaço da história mundial foi varrido para um canto da Guimarota. Mais concretamente, para baixo do tapete que é a zona da Guimarota, em Leiria, numa antiga mina de carvão. Os fósseis que alimentaram qualquer coisa como 30 anos de investigação na Alemanha estão de volta. A Lisboa. A musealização do espaço em Leiria não vingou. Só a habitação “medrou” à superfície. O vereador da Cultura da Câmara de Leiria, contudo, já reservou espaço no futuro museu a nascer na Igreja de Santo Agostinho. Para estes achados, para o “Menino do Lapedo” e para algo mais que por enquanto é… segredo. Lá para Outubro, Vítor Lourenço promete revelar “informações de importância mundial”.


Da fama, a Guimarota já não se livra. Para além de baptizar talhos, mercearias e habitação semeada pela zona, o nome Guimarota também serve para baptizar um esqueleto que cabe na palma de uma mão e que dá pelo nome de “Henkelotherium guimarotae”.
Falamos de sete centímetros de mamífero que vivia nas árvores e comia insectos, contemporâneo de alguns gigantescos e entretanto extintos dinossauros, há 150 milhões de anos, mais milhão, menos milhão.

O “Henkelotherium guimarotae” é nada mais, nada menos do que o primeiro esqueleto de um mamífero do Jurássico a cair nas mãos dos cientistas, um tesouro da paleontologia que divide as atenções, por exemplo, com o “Haldanodon exspectatus”, um mamífero da família dos docodontes e que desapareceu sem deixar “herdeiros”, mas que se pode orgulhar de ter sido o primeiro docodonte descoberto em todo o mundo, já lá vão 20 anos. Precisamente por cá, por Leiria, a qualquer coisa como 67 metros de profundidade, algures entre os vários quilómetros de túneis e galerias que rasgam o subsolo da Guimarota.

Correio normal (?)
Quem sabe do assunto, não tem dúvidas. Os “tesouros” resgatados da Mina da Guimarota, em Leiria, estão “entre os 20, 30 achados mais importantes de sempre a nível mundial”. Quem o diz é o geólogo Fernando Martins.

Fernando Figueiredo, professor da Universidade de Coimbra, sublinha já que “não há nada que se compare no nosso país, nesta área”. Thomas Martin, professor da Universidade de Bona, que em Maio chegou com uma mochila cheia de fósseis do Jurássico Superior para devolver ao Museu Geológico, em Lisboa, ele que passou 16 anos a estudar os achados na Universidade de Berlim, resume, então, a compreensível “histeria” que contagiou a comunidade científica: “a Guimarota forneceu o primeiro esqueleto de um mamífero do Jurássico” a nível mundial.
No início do ano principiou a migração dos achados da Alemanha para Portugal. Primeiro vieram por correio normal (?), em Maio vieram a tiracolo, dentro de uma mochila. A viagem pode parecer pouco digna para tesouros desta natureza, mas, ainda assim, os fósseis estão a regressar mantendo uma das mais-valias que os projectaram mundialmente: um estado de preservação singular.

quinta-feira, maio 31, 2007

Notícia sobre os fósseis da Guimota no Público

Fósseis de mamíferos primitivos regressaram para os portugueses
Achados da Guimarota
31.05.2007 - 10h05
Texto Teresa Firmino e Foto João Cortesão/PÚBLICO

Chegou ontem com uma vulgar mochila às costas. Lá dentro, trazia uma embalagem de cartão mais pequena do que uma caixa de sapatos. Abriu-a, e foi então que apareceram 20 caixinhas de plástico transparente, de tamanhos diversos, meticulosamente arrumadas. Guardam um autêntico tesouro para os paleontólogos: fósseis da mina da Guimarota, perto de Leiria, com 150 milhões de anos.

Thomas Martin veio de propósito da Alemanha para devolver a Portugal e ao Museu Geológico, em Lisboa, estes fósseis do Jurássico Superior. Os primeiros foram levados para a Alemanha nos anos 60, pela equipa do paleontólogo Walter Kühne, da Universidade Livre de Berlim, que os descobriu.

Antes de abrir as caixinhas, Thomas Martin, da Universidade de Bona, prepara um observador mais desatento para não se deixar influenciar pelo tamanho. "Os fósseis são muito pequenos, mas não é por isso que não são muito importantes", diz o paleontólogo. "Os fósseis mais importantes da Guimarota são mamíferos primitivos, que viviam no tempo dos dinossauros. Os dinossauros eram gigantes e os mamíferos eram anões, mas teriam um grande futuro."

Há uma parte da história conhecida: os dinossauros extinguiram-se há 65 milhões de anos, no Cretácico Superior, e os mamíferos, que tinham aparecido há cerca de 230 milhões de anos, no período Triásico, tal como os dinossauros, puderam então começar a reinar. Se assim não fosse, nós talvez cá não estivéssemos.

Mas há uma parte da história que os fósseis da Guimarota ajudaram a completar - aquela que conta como eram esses mamíferos primitivos. "Os mamíferos do Jurássico e do Cretácico eram muito pequenos, porque os dinossauros eram muito grandes e activos durante o dia. Tinham o tamanho de um ratinho, os maiores eram como ouriços. Provavelmente, viviam de noite, no escuro, para os dinossauros não os verem."

É então que Martin, de 47 anos, a estudar os fósseis da Guimarota desde 1991, na Universidade Livre de Berlim, está pronto para revelar o conteúdo das caixinhas. E explicar por que razão estes fósseis, que cabem na palma da mão, ganharam fama mundial.

"A Guimarota forneceu o primeiro esqueleto de um mamífero do Jurássico", diz. E eis que o paleontólogo saca do esqueleto do Henkelotherium guimarotae, descoberto em 1976. Vivia nas árvores e comia insectos.

Este é o único esqueleto quase completo de um Henkelotherium guimarotae, que serviu, aliás, para descrever pela primeira vez esse mamífero. Pertencia a um grupo de mamíferos (os paurodontídeos) que está entre os antepassados dos mamíferos actuais.

O outro ex-líbris da Guimarota que Thomas Martin trouxe é o Haldanodon exspectatus. "Vê-se aqui o crânio, o braço e isto é o fémur", aponta. "Estes ossos são muito fortes. Revelam um tipo de adaptação diferente: este animal escavava. Tinha um estilo de vida como o das toupeiras."

Pertencia aos docodontes: "Este grupo extinguiu-se sem deixar descendentes." Mas o Haldanodon também deu projecção mundial à Guimarota: "Foi o primeiro docodonte descoberto em todo o mundo, em 1977", diz o paleontólogo.

Dentro das caixinhas, estão muitos outros fósseis, todos de mamíferos. Os restos escavados da Guimarota permitiram descrever uma dezena de mamíferos novos. Para os crocodilos, peixes, lagartos e anfíbios, as novidades científicas rondaram as 15.

A vinda do cientista alemão não surgiu do nada. Há dez anos, o geólogo Miguel Ramalho, director do Museu Geológico, começou os contactos para que os fósseis voltassem. Como aliás tinha sido acordado, tanto que há mais de 30 anos até regressaram alguns. "Nos últimos três anos, retomei os contactos. Thomas Martin disse-me que não havia problema", conta Miguel Ramalho.

No início do ano, chegou uma leva de fósseis, por correio normal. "O acordo foi que o material seria devolvido depois da investigação. Ainda temos projectos em curso, mas todo o material vai regressar a Portugal", garante o paleontólogo alemão.

E o que aconteceu no aeroporto, quando o cientista alemão pôs a mochila na máquina de raios X? "Estava preparado para dar explicações, se me perguntassem alguma coisa. Não perguntaram."

in Público de 31.05.2007 - ver notícia

segunda-feira, setembro 10, 2007

Esforços prévios de divulgação da Mina da Guimarota

Dada a importância da Mina da Guimarota, já há muito que se tem falado dela em muitos locais, pelo que seria importante agora falar de dois momentos em que isso aconteceu na nossa cidade e as pessoas se aperceberam do potencial da mesma.


1. Reunião para formar um Grupo de Trabalho para a criação de um Centro Ciência Viva em Leiria (20.01.1998)

Sendo eu, nessa altura, dirigente da ANOA (Associação Nacional de Observação Astronómica), tínhamos nessa altura um Projecto de criação de um Centro Ciência Viva em Leiria, tendo como tema o conceito de Tempo, que serviria para as diversas ciências que nela teriam presença (Biologia, Astronomia, Físico-Química, Arqueologia e Geologia, entrando aí a Mina da Guimarota e seu espólio). Contactada a Unidade Ciência Viva, essa sugeriu-nos que falássemos com a Câmara Municipal de Leiria, que mostrou disponibilidade para conversar (e se ficou, apenas, por essa disponibilidade...). Como o objectivo era criar um Centro Ciência Viva em Leiria (que, quase 10 anos depois, ainda não existe) decidiu-se fazer, na Escola D. Dinis, uma Reunião para mostrar o Projecto da ANOA para para o futuro Centro e criar um grupo de trabalho que fizesse pressão sobre a CML, caso os representantes das Instituições presentes concordassem. Estiveram presentes ou representados:
  • ANOA - Associação Nacional de Observação Astronómica
  • CEI Escola Sec. Afonso Lopes Vieira
  • CEI Escola Sec. Domingos Sequeira
  • CEI Escola Sec. Francisco Rodrigues Lobo
  • CEI Escola Correia Mateus
  • CEI Escola D. Dinis
  • CEI Escola Maceira
  • C. M. L. - Pelouro da Educação
  • Centro de Formação de Leiria
  • Colégio Dinis de Melo
  • Coordenação do Projecto CV III “Rede de Escolas de Leiria”
  • E. S. E. Leiria
  • ISLA Leiria
  • NERLEI
  • OIKOS Leiria
  • Ordem dos Biólogos (Comissão Instaladora da Região Centro)
  • Quercus Ourem
  • Universidade Católica Leiria
As Instituições presentes concordaram em avançar, mas, apesar disso, nada se fez. Quem quiser ver a apresentação inicial usada nessa reunião, clique AQUI.


2. Palestra do Doutor Galopim de Carvalho na Escola Secundária Francisco Rodrigues Lobo (08.04.2005)

Na sequência de uma exposição sobre a História da Terra do Núcleo de Estágio de Biologia/Geologia da Escola Secundária Francisco Rodrigues Lobo (cuja Orientadora de Estágio era a professora Célia, da Escola Rodrigues Lobo, e o Orientador Científico o Doutor Jorge Dinis, da Universidade de Coimbra) realizou-se uma Palestra, amplamente divulgada até pela imprensa, sobre a Mina da Guimarota, feito pelo Professor Doutor Galopim de Carvalho e com a presença de vários Doutores em Geologia portugueses e ainda representantes do INETI, bem como de muitos docentes de Geociências da região. Nele foi referida a importância da Mina da Guimarota , mesmo a nível mundial, e os esforços do INETI para que os fósseis voltassem para Portugal (como gradualmente está agora a acontecer). Algumas fotos do evento:









3. Musealização, classificação e conservação da Mina da Guimarota - o que fazer...?

Sugere-se a leitura atente dos seguintes textos de sites portugueses:

quarta-feira, outubro 10, 2007

Adiamento da ida à Mina da Guimarota




Foi com profunda tristeza que decidimos adiar a ida à Antiga Mina da Guimarota, pelo que vamos explicar o que fizemos previamente e o correu mal nos momentos finais que antecederam a visita.



Desde que comecei a interessar-me por Geologia de Portugal e Paleontologia que a Mina da Guimarota me fascinou (ainda durante o curso...). Quando decidi viver em Leiria procurei encontrar, nas minhas andanças, a zona da Guimarota e, dentro dela, acabei por encontrar a Rua das Minas. Passeei muitos vezes por aquela zona até que um dia optei por ir até ao final da Rua (numa parte da mesma em que esta é privativa de um conjunto de casas de uma única família) procurar a Mina e, apesar de ter estado a dois metros da mesma, não a descobri....

Mas à segunda tentativa encontrei o dono do terreno e estive à sua entrada, tendo este falado longamente comigo (e com a colega Céu Machado) sobre a Mina, os seus riscos e os seu fósseis. Já nessa vez pedi autorização para trazer ali, um dia, alguns Doutores de Geologia, que me foi concedida pelo dono do terreno e reafirmado posteriormente.


Depois, já neste ano, eu e a Céu Machado, num dia em que não tínhamos aulas, fomos até à Mina (com um aluno de Geologia de 12º Ano) e, como esta tinha sido ventilada pela máquina do dono do terreno, pudemos descer até ao estrato com carvão (onde se localizavam as duas primeiras galerias laterais, quase totalmente entulhadas) que está actualmente um pouco acima do nível de água na mina. Para tal descemos cerca de 50 metros, havendo escadas (degraus) em bom estado, com a galeria coberta a cimento (bem conservada) e iluminação eléctrica - um luxo... Deu para fotografar, recolher amostras e ainda para negociar com o dono do terreno a ida à Mina em Setembro/Outubro de 2007.

Depois disso começámos a contactar diversas instituições para nos apoiarem na visita (NEL - Núcleo Espeleológico de Leiria, na segurança e eventual detecção de morcegos, Bombeiros Municipais de Leiria, na questão da segurança, e ainda a Câmara Municipal de Leiria e a Junta de Freguesia de Leiria, no apoio a Almoço dos Doutores presentes e recordações para todos os participantes). Todas estas instituições nos apoiaram sem reservas, o que é de louvar.

Aproximando-se a data da actividade, fui numa primeira pré-visita mostrar a um elemento do NEL (o arqueólogo da CML Pedro Ferreira, que serviu de elemento de ligação com a Câmara) a localização da Mina e o seu interior. Nesta primeira ida (em 04.10.2007) verificámos que o interior da Mina estava sem oxigénio (íamos ficando lá...). Depois, em 08.10.2007, voltei à Mina e tive a confirmação do dono de que podíamos ir à Mina em 13.10.2007, tendo sido informado de que o ventilador da mina estava avariado. Nessa altura optámos por levar um carro dos Bombeiros até à Mina, com equipamento de respiração autónoma e alguns medidores de gases (não detectaram monóxido de carbono mas que confiram que o ar na mina era irrespirável a partir de uma certa profundidade).

Depois, em nova conversa, o dono do terreno reafirmou que podíamos ir à Mina no próximo sábado 10 de Outubro, mas, infelizmente, que não queria carros no terreno e que não queria ninguém na Mina antes de sábado. Assim, na impossibilidade de analisar correctamente os gases presentes na Mina (e que o antigo Comandante dos Bombeiros Municipais de Leiria, Eng.º Cunha Lopes, nos garantiu incluirem gases sulfurosos, com ácido sulfúrico, o que nos suscita algumas dúvidas...), na impossibilidade de ventilar longamente a mina (viemos a saber mais tarde que o ventilador da mina ainda funciona mas o dono do terreno não nos autorizou a sua utilização...) e na impossibilidade de ter um veículo de socorro dos Bombeiros no local, optámos por adiar a actividade.

Vamos agora brevemente reunir com a Câmara Municipal de Leiria para que esta tente fazer um protocolo com o dono do terreno onde a Mina está e tentar ainda que o INETI (ou ex-INETI...) comunique por escrito à Câmara Municipal de Leiria a importância da Antiga Mina da Guimarota e da necessidade de se fazer uma visita à mesma com especialistas para desemperrarmos esta actividade.

Às pessoas que demonstraram interesse na actividade e se inscreveram nela resta-nos agradecer o interesse demonstrado e pedir desculpas por termos de adiar a actividade, restando-nos a esperança de que tudo isto ajude na futura classificação da Mina da Guimarota como Monumento Natural (ou Geomonumento ou Sítio Classificado, que a nós tanto nos faz a tipologia da classificação...) e a realização de mais estudos sobre a sua conservação e preservação.


sexta-feira, setembro 14, 2007

A notícia que o Fernando Martins não gostou...

Esta foi aquela notícia que o meu marido esperava que não publicassem:

Os tesouros de Fernando Martins

As propriedades únicas de preservação oferecidas pela Mina da Guimarota ao descanso eterno de tubarões, dinossáurios, répteis voadores e crocodilos nunca mais deram sossego à mente de Fernando Martins. O geólogo e professor na escola Correia Mateus é o autor do blog http://geoleiria.blogspot.com, uma imensa mina inundada de informação sobre os tesouros da Guimarota.
“Sou da Guarda, formei-me em Coimbra, vim para Leiria e estou há 13 anos dedicado à parte científica na zona”, diz o geólogo que se recorda bem de já nos anos 80 ter iniciado, na Universidade de Coimbra, os primeiros contactos com as descobertas da Guimarota. “Assim que vim para Leiria procurei saber onde é que se encontrava a mina”, recorda, defendendo que a importância do que ali foi encontrado coloca os tesouros da Guimarota “entre os 20 ou 30 achados mais significativos a nível mundial no campo da paleontologia”.
Para os leigos nesta matéria, Fernando Martins “atira” esta imagem: “é como se tivéssemos congelado numa máquina do tempo os fósseis e recuado 150 milhões de anos”. A riqueza encontrada na mina é tanta que mesmo depois de tantos anos de investigação “nos próximos dez anos, vão continuar a publicar trabalhos”, afirma, convicto.
Em Leiria era possível ter-se avançado para a musealização do espaço? O geólogo diz que sim, mas agora que se deixou construir no local já não acredita. E lamenta porque, assegura, “Leiria tem uma pecha grande, já que é das poucas cidades capitais de distrito que não possui um museu ligado à ciência. E o que foi encontrado na Guimarota podia ser um ponto de partida”.

quarta-feira, maio 30, 2007

Fósseis da Guimarota: o retorno de um tesouro a Portugal

Fósseis da Guimarota: o retorno de um tesouro a Portugal

PROGRAMA





AUDITÓRIO DO MUSEU GEOLÓGICO/INETI

DIA 31 DE MAIO, ÀS 17.00 HORAS


17h00 - 17h15: Apresentação

17h15 - 18h00: Conferência com o título: “Guimarota - a window on life in Jurassic times” - Prof. Thomas Martin, da Universidade Livre de Berlim.

18h00 – 19h00: Visita à exibição de exemplares de vertebrados fósseis da jazida da Guimarota


NOTA: Já era tempo de se conseguir que o Museu de História Natural de Berlim entregasse a Portugal alguns segundos exemplares da fauna da Guimarota. Aqui neste Blog tem-se tentado explicar a importância desta mina e do paleo-ecossistema que ela preservou. Era bom, depois desta grande vitória, que se falasse da preservação da mina propriamente dita e da sua musealização, mas isso é pensar alto e ter razão muito antes do tempo. Falta também estudar o risco de subsidência desta, as consequências da urbanização apressada da área e a libertação de gases, típica de uma mina de carvão. Mas, em Setembro, se tudo correr bem, haverá uma equipe multidisciplinar a descer até onde puder e vamos o que isto irá dar...

E, já agora, não há uma
alma caridosa que tire fotos do evento e o filme (porque não, como dizia um colega da blogosfera) e divulgue esses materiais...?

sexta-feira, setembro 14, 2007

Mina da Guimarota - notícia Região de Leiria - III

“National Geographic” escreve sobre “antiga” Guimarota


A “National Geographic” de Agosto destaca na sua primeira página “o esplendor e colapso” da civilização Maia, mas lá dentro arranjou uma página inteira para se debruçar sobre os mamíferos da Guimarota.
O artigo, que se baseia sobretudo no livro “Guimarota – a Jurassic ecosystem”, de Thomas Martin e Bernard Krebs, datado de 2000, conclui que há mais de 40 anos que a antiga mina de carvão da Guimarota está no mapa da paleontologia mundial.
E qual a sua importância? É que ali foram encontradas centenas de fósseis mamíferos do Jurássico Superior, altura em que os pequenos mamíferos conviveram com os dinossauros. Aqui o sublinhado vai também para o estado de conservação dos fósseis, que acabaram por ser levados para a Alemanha, de forma a serem devidamente estudados por sucessivas gerações de paleontólogos da Universidade Livre de Berlim, ficando a promessa de um dia estes fósseis regressarem a Portugal.
“Este ano, a velha promessa alemã foi cumprida e o Museu dos Serviços Geológicos em Lisboa expõe agora a colecção. Para o director, Miguel Ramalho, chegou por fim a oportunidade de o público português apreciar estes fósseis únicos”.

terça-feira, abril 24, 2007

Fotos da Mina da Guimarota

Este post e os seguintes foram publicados no Blog Geopedrados e, dado o seu interesse, vertidos para os Blogues GeoLeiria e Ciências Correia Mateus...



Nos passada 4ª e 5ª feira o Fernando Martins deslocou-se à Mina da Guimarota, em Leiria, para tirar fotos do exterior e interior da Mina da Guimarota, para memória futura, que eu irei aqui publicar. Estas fotos, tiradas na 4ª-feira, mostram a localização da Mina e o seu nome aposta a uma Rua (dita das Minas) e um Beco (idem), em Vale de Lobos, Guimarota (logo depois da McDonald's, no cruzamento para S. Romão, Cortes e Rua das Minas).

As primeiras fotos são da localização da Mina e respectiva toponímia associada à mesma:





terça-feira, outubro 09, 2007

Ida à Mina da Guimarota - últimos dados

NOTA: Actividade ADIADA por motivos de segurança.

O texto seguinte fica para o histórico da actividade, que ainda não tem nova data.



Conforme previsto, iremos à Antiga Mina da Guimarota na manhã de 13.10.2007 (sábado). Recebemos até agora cerca de 25 inscrições para a actividade (só levaremos um máximo de 32 pessoas à mina...) e, mais tarde, teremos mais novidades sobre esta actividade.


1. Participantes (lista provisória)

Universidade de Coimbra - Departamento de Ciências da Terra:
  • Doutor Pedro Callapez
  • Doutor Jorge Dinis
  • Doutor António Saraiva
  • Doutor Fernando Figueiredo
  • Doutora Lídia Gil
  • Mestre Soares Pinto

Instituto Politécnico de Leiria - ESTG:
  • Mestre Doutoranda Anabela Veiga

Museu da Lourinhã/Universidade Nova de Lisboa:
  • Doutor Octávio Mateus
  • Lic. Rui Castanhinha
  • Lic. Ricardo Araújo
  • Lic. Alessandra Boos
  • Lic. Ana Sarzedas

INETI:
  • Mestre José Brandão

Núcleo de Espeleologia de Leiria:
  • Pedro Ferreira
  • José Artur Pinto

Organização - Escolas Correia Mateus/Rodrigues Lobo e Blogues GeoLeiria/Geopedrados:
  • Fernando Martins
  • M.ª Adelaide Martins
  • M.ª Céu Machado

Outros Professores, Espeleólogos e Estudantes de Geociências:
  • Sofia Reboleira
  • Bruno Pereira
  • Pedro Alves
  • Diogo Gaspar
  • Raquel Barros
  • Elsa Baptista
  • Hugo Mendes
  • Sérgio Medeiros
  • Ana Rola
  • Ricardo Pimentel
  • Ana Monteiro
  • Mestre Anabela Graça
  • Fátima Cardoso
  • Joana Tavares
  • Tatiana Esmeraldo
  • Norberta Soares
  • Renato Cruz
  • Maria Joana

Convidados locais a confirmar:
  • Presidente da Câmara de Leiria, Dr.ª Isabel Damasceno
  • Vereador Dr. Vítor Lourenço
  • Vereador Eng.º Fernando Carvalho
  • Presidente da Junta de Leiria Laura Esperança
  • Comandante interino dos Bombeiros Municipais de Leiria

2. Horário

09.00 - Encontro na casa do Fernando Martins - Professores de Coimbra e Lisboa
10.00 - Encontro do Parque de estacionamento do LIDL da Guimarota - participantes de Leiria
10.15 - Ida à Mina - observação e actividades
13.00 - Almoço


3. Material a trazer
  • Roupa e botas de campo
  • Material de campo de geólogo (opcional)
  • Materiais de apoio à actividade (livros sobre a Mina da Guimarota, etc.)


Aceitam-se sugestões e ideias ou propostas de alteração da actividade. As pessoas que se inscreveram e cujo nome não esteja na lista devem contactar-me.

As inscrições encerram dia 09.10.2007 às 23.59 horas.

NOTA: Actividade adiada - ver post de 10.10.2007.

sexta-feira, setembro 14, 2007

Mina da Guimarota - notícia Região de Leiria - VI

O Geomonumento de Galopim de Carvalho

Galopim de Carvalho é talvez dos cientistas mais conhecidos em Portugal. Professor jubilado do Departamento de Geologia da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e ex-director do Museu Nacional de História Natural, explica desde 2003 a história da descoberta da Mina da Guimarota, faz uma proposta e deixa recados.
“Em 1959, o Prof. W. G. Kuhne, da Universidade Livre de Berlim, especialista em mamíferos primitivos, interessou-se por uma pequena mina de carvão (lignito) abandonada, na Guimarota, nas proximidades de Leiria.
Na sequência dos estudos que aí empreendeu, a partir de 1960, publicados nas Memórias dos então Serviços Geológicos de Portugal e dos muitos outros levados a cabo pelos seus discípulos e continuadores, esta velha mina revelou-se uma jazida de excepcional riqueza paleontológica, não só pela variedade e número de fósseis aí encontrados (e estudados), como pelo esplêndido estado de conservação dos mesmos. Celebrizada pela fauna de mamíferos do Jurássico superior (com 151 a 154 milhões de anos), esta jazida de carvão relevou-se igualmente rica de outras espécies de animais e plantas que cedo despertaram o interesse de muitos paleontólogos de variadíssimas especialidades, sendo muito vasta a bibliografia publicada por autores alemães e outros estrangeiros, em contraste com os nacionais, que nunca tiveram condições para competir com eles.
A grande maioria deste espólio saiu do país, sendo mínima a parte que permanece entre nós. Resta-nos a mina, que continua a ser uma jazida onde muitos estudos podem e devem prosseguir.
(…) A par de jazidas mundialmente reconhecidas, como a de Solenhöfen, na Alemanha ou a do Cabo Mondego, em Portugal, a Mina da Guimarota deverá ser considerada um Geomonumento e, como tal, convenientemente protegida pela lei.
O Museu Nacional de História Natural tem vindo a desenvolver esforços no sentido da musealização de sítios com interesse geológico, nos quais inclui esta mina”.

Mina da Guimarota - notícia Região de Leiria - V

Existem habitações da Guimarota em perigo?

Se o nível da água permanecer constante, não há risco de abatimento à superfície. Esta é a conclusão de um estudo efectuado em 2005 por dois professores do Departamento de Ciências da Terra da Universidade de Coimbra. Fernando Figueiredo e Lídia Catarino concluíram da prospecção geofísica na Mina da Guimarota que existem “várias falhas geológicas, mas não se detecta nenhuma zona que possa estar associada a fenómenos de subsidência mineira.
O trabalho foi efectuado depois de a urbanização da área ter levantado dúvidas ao nível da segurança, tendo a Câmara de Leiria imposto aos empreiteiros o estudo do subsolo do local, “de modo a garantir a segurança das construções e das infra-estruturas à superfície, minimizando os riscos de fenómenos de subsidência [n.r. abatimento] que se poderiam verificar à superfície do terreno com reflexo destrutivo nessas estruturas”.
O facto dos trabalhos mineiros terem sido realizados a uma distância considerada “razoável” [67 metros] e de existir estabilidade do nível freático são factores considerados inibidores de abatimentos. Outra das atenuantes está para o terreno “elástico” e “flexível” que possui, em termos técnicos, “propriedades geomecânicas que absorveram as deformações” e que concorre também para a estabilidade do maciço.
Fernando Figueiredo, contudo, sublinha que estas conclusões valem para o momento actual. Ou seja, se se observar o nível da água constante e se não se verificar actividade sísmica no local. “É preciso ter cuidado na autorização para captações de água [furos] naquela zona e na impermeabilização dos solos”, aconselha o professor, preocupado com “tudo o que mexa com os lençóis freáticos”, aproveitando para defender que o ideal para aquele território teria sido a proibição de construir e de se avançar para a musealização da mina.

segunda-feira, setembro 24, 2007

Visita à Mina da Guimarota



Na sequência de diversos conversas, que passaram pelo interesse manifestado por professores universitários, docentes de Leiria, espeleólogos e jornalistas, informamos que iremos à Mina da Guimarota em 13.10.2007 (sábado) em actividade cujo horário estamos ainda a preparar. Os interessados (parte da actividade é aberta a toda a gente...) em participar devem informar-nos rapidamente, para que se possam tomar algumas decisões importantes.

Ficamos à espera de mais dados, precisando para tal de saber quem mais vem da Universidade de Coimbra (os Doutores Fernando Pedro Figueiredo e Lídia Catarino, que têm um estudo prévio com prospecção física do terreno, esses gostaria imenso de os cá ter...).

Há diversos espeleólogos, docentes de Leiria e Doutores que já confirmaram a vinda mas fica para mais tarde a listagem. Falta ainda falar com a Câmara Municipal de Leiria e com os Bombeiros Municipais de Leiria, para acertar a sua eventual presença, mas gostaria de ter mais nomes antes de avançar estes dois últimos contactos.

Para já aqui fica uma proposta de horário da actividade:

09.00 - Encontro em casa do Fernando Martins (professores doutores de Coimbra)
10.00 - Partida para a Mina. Estacionamento no LIDL da Guimarota.
10.15 - Início da actividade.
13.00 - Almoço em Restaurante (a debater o local...)
15.00 - Actividade a escolher.


sábado, junho 16, 2007

Notícia sobre Guimarota no "Região de Leiria"

Após um contacto via e-mail, solicitando uma conversa telefónica, na passada 3ª-feira pude finalmente responder a perguntas do Jornalista Manuel Leiria, do jornal Região de Leiria. Este tinha visto na Internet o nosso material (publicado igualmente pelos Blogues Geopedrados e Ciências Correia Mateus...) sobre a Mina da Guimarota e os seus fósseis. O resultado foi a publicação da notícia que se segue (clicar para aumentar...) com alguns aspectos da minha conversa (e também de outra entrevista, ao paleontólogo Pedro Dantas, coordenador do Laboratório de História Natural da Batalha e especialista do Museu de História Natural da Universidade de Lisboa).

Desta vez não ficou tudo bem explicado, mas, provavelmente, outras notícias virão. Nesta notícia publicaram uma fotografia minha (do interior da Mina) e outra de uma colega (M.ª do Céu Machado) em que eu apareço de costas. Ficou ainda patente o estranho alheamento da Câmara Municipal de Leiria deste valioso património local, nacional e mundial. Ficou ainda a promessa de se descer novamente à Mina, em Setembro, para saber mais e mostrar aos interessados a nossa Mina da Guimarota...!


Nota: post publicado em conjunto pelos Blogues GeoLeiria, Geopedrados e Ciências Correia Mateus.

segunda-feira, janeiro 23, 2006

GUIMAROTA – a Jurassic Ecosystem (LIVRO)

Este livro, em Inglês, é uma obra única e formidável, importantíssima para o conhecimento da Geologia de Leiria. Tive o prazer de o folhear, emprestado pelo Doutor Jorge Dinis (do nosso Departamento de Ciências da Terra da Universidade de Coimbra) numa Geologia ne Verão da Ciência Viva, bem como de estar, tempos antes, à entrada da Mina da Guimarota a falar com o proprietário de terreno e de assistir a uma Palestra sobre a Mina (com o Doutores Galopim de Carvalho e Jorge Dinis, entre outros, na Escola Secundária Francisco Rodrigues Lobo, em Leiria). Mas vamos ao que interessa:

"Em 1960 uma equipa de investigadores do Instituto de Paleontologia da Universidade Livre de Berlim, chefiada pelo Professor W. G. Kuhne, iniciava os trabalhos de pesquisa de fósseis na antiga mina da Guimarota, nos arredores de Leiria, que explorava a lenhite dos níveis do Jurássico superior (Kimeridgiano). O interesse suscitado pelo material fóssil recolhido nesses primeiros anos, enquanto a mina ainda funcionava, levou a que, após o seu fecho, se retomasse a 'exploração' do seu carvão, agora para fins unicamente científicos.

Assim, durante 9 anos (1973-82) aquela antiga mina foi reaberta e explorada com objectivos paleontológicos, tendo-se recolhido milhares de exemplares de crânios, mandíbulas, ossos e dentes de vertebrados terrestres e aquáticos e inúmeros restos de plantas e de invertebrados, tornando o local a mais importante jazida a nível mundial de mamíferos e outros pequenos vertebrados do Jurássico superior.

Com base neste precioso espólio paleontológico, foram sendo publicados numerosos trabalhos científicos, alguns incluídos nas Comunicações e nas Memórias dos Serviços Geológicos de Portugal.

Decorridos mais de 30 anos sobre o início dos trabalhos, pretendeu-se reunir numa única publicação o conjunto dos principais resultados obtidos.

O livro agora editado relata a história desta exploração científica e os principais resultados obtidos pelo estudo dos fósseis encontrados, incluindo a reconstituição paleoambiental da jazida, com capítulos consagrados à flora, ostracodos, carófitas, moluscos, peixes, répteis, dinossauros, mamíferos e, ainda, aos métodos de preparação utilizados.

Esta obra tem uma excelente apresentação em papel 'couché' sendo profusamente ilustrada com fotografias a cores das espécies estudadas e com estampas da reconstituição dos principais vertebrados e dos paleoambientes onde viveram."

quinta-feira, outubro 11, 2007

Localização da Mina da Guimarota

Embora tendo adiado a visita à Mina da Guimarota, aqui fica um mapa do GoogleMaps para saberem onde fica (balão verde com triângulo). Sugere-se que experimentem:
  • as opções Map (mapa), Sat (Satellite - fotografia área) e Hyb (Hybride - fotografia área com alguns aspectos marcados);
  • a Escala (entre o + e -);
  • a mudança da área visível (usar as setas ou o rato do PC - que aparece com aspecto de mão dentro do mapa - para mudar de localização visível).


View Larger Map

sexta-feira, setembro 14, 2007

Mina da Guimarota - notícia(s) do Região de Leiria

Saiu hoje, dia 14.09.2007, no Região de Leiria, com direito a pedaço de primeira página e duas páginas inteiras as notícias sobre a Mina da Guimarota.

Vamos aqui publicar essas mesmas notícias, em diversos posts, dando desde já os parabéns ao autor do texto (o jornalista João Carreira) e fotos (Joaquim Dâmaso). Comecemos, então, pela capa:


quinta-feira, setembro 06, 2007

As notícias sobre a Mina da Guimarota

De surpresa, ao chegar de férias, deparo-me com uma notícia no semanário jornal regional Região de Leiria, de 24.08.2007, sobre a Mina da Guimarota, que de seguida reproduzimos:

Sendo citado na notícia, por causa de um contacto anterior, é com agrado que noto que publicam mais duas fotos minhas da Mina (com autorização). Falam ainda da nova ida à Mina, prevista para Setembro, mas provavelmente a realizar em 13 de Outubro de 2007, e para a qual convidamos os nossos leitores a inscreverem-se (para ver se é possível levar lá toda a gente interessada).

Depois de lida a notícia com atenção, ficou a vontade de comprar a National Geographic, versão portuguesa de Agosto de 2007, o que foi impossível. Felizmente há almas caridosas e a colega de Escola Júlia Neto fez o favor de me enviar a notícia digitalizada:


NOTA: Clicar nas imagens para ampliar e poder ler...

quarta-feira, abril 25, 2007

Outras fotos e desenhos da Guimarota


De um trabalho em PowerPoint que o Professor Doutor Fernando Pedro Figueiredo (Departamento de Ciências da Terra - Universidade de Coimbra) gentilmente nos enviou, publicamos agora algumas imagens da Mina da Guimarota:

Planta da Mina


Modelo da Mina


Corte geológico


Mapa militar da zona


Carta geológica


Henkelotherium guimarotae

A zona da mina, em 1967


A zona da mina, em 1975


A zona da mina, em 2005


Fotos da mina em laboração


Antigo Forno de Cal